Aventura musical pela Irlanda

A música irlandesa exerce um grande fascínio junto ao público de todo o mundo. Dos mais antigos e conhecidos como U2, Cranberries, Sinead O’Connor, Van Morrison, Pogues até os mais recentes e não menos aclamados como os Corrs. Foi justamente esta atmosfera de musicalidade e sensibilidade que atraiu o músico potiguar Milton Pinto. Engenheiro eletricista por profissão e músico desde muito jovem, Milton viajou em 2009 para a Irlanda em busca dos melhores sons, dos melhores músicos, dos melhores estúdios para concretizar o seu projeto musical. Tudo isso com alguns tostões no bolso e uma força de vontade fora do comum. Estudando inglês e inicialmente trabalhando num Pub, Milton conseguiu vencer as dificuldades e gravar o CD “Full of Flowers”, que foi lançado em 18 de Março de 2010, na Academia Norte-Rio-Grandense de Letras.

 

Clássica com pitadas pop — viajando pela New age — a música de Milton é uma viagem que requer uma paisagem. Coisa que ele soube muito bem registrar em sua viagem, e que farão parte da noite de lançamento do Cd.

O músico potiguar produziu, compôs e fez os arranjos de todas as 15 faixas de Full of Flowers, que contou com a participação de quatro vozes femininas, integrantes do coral Gardiner Street Gospel Choir, “um dos mais populares da Irlanda”, segundo Milton Pinto. E do pianista Peter Roycroft, também irlandês. “Apesar de a Irlanda ser um país muito musical é muito caro gravar por lá. Estava difícil de encontrar profissionais para trabalhar comigo, com o que eu tinha para oferecer financeiramente. Visitei as maiores escolas de música, entrei em contato com alguns músicos, mas sempre recebi negativas”, disse Milton. Viajar para Irlanda era um sonho do músico, que já não via como voltar atrás e suspender a gravação do CD.

Ensaios após a missa

Milton então visitou o coral irlandês Gardiner Street Gospel Choir, que faz apresentações todos os domingos na Igreja de São Xavier e entrou em contanto com o regente, solicitando quatro integrantes do grupo para cantarem as músicas de seu CD de modo voluntário. “Uma semana depois do pedido o regente retornou com telefone de quatro cantoras, que eram solistas do coral. Encontrei-me com elas e mostrei-lhes a minha música. Elas aceitaram o convite”, disse Milton, que logo em seguida passou a ensaiar as músicas após a missa na igreja de São Xavier. “Pedi um violão emprestado a um amigo Irlandês, faltava uma corda, mas as cantoras eram muito experientes”, relembra.

Depois de passada a fase das composições, do arranjo, dos ensaios era a vez do pianista e do estúdio. “Passei algum tempo procurando um pianista, mas ele me encontrou. Peter Roycroft Tomou conhecimento da minha música e me ligou. Fui até a casa dele. Fiquei surpreso com a experiência que ele tinha”, disse Milton. E não foi só o pianista experiente, nem as solistas do popular coral que deram o brilho do Full of Flowers. A gaita de fole tradicional da Irlanda, tocada por Mossie Landman, jovem vencedor do concurso nacional daquele instrumento finalizou o projeto.

Com CD praticamente pronto, o brasileiro e seus então companheiros gravaram o disco num estúdio de um engenheiro de som. Segundo Milton, os músicos evolvidos no projeto sugeriram que ele levasse o projeto para uma gravadora de grande porte, ou nos Estados Unidos ou no Brasil. “Eles não tinham informações da minha realidade no Brasil”. O disco foi gravado e reproduzido na própria Irlanda.

Ao chegar no Brasil o músico potiguar entrou em contato com algumas gravadoras das regiões Sul e Sudeste, mas infelizmente ouviu um não de todas elas. “Quando cheguei em Natal procurei Diógenes da Cunha Lima, que havia feito o prefácio do meu livro, ‘A Plantação de Gaivotas e Outros Poemas’ em 2005. Diógenes ficou impressionado com a minha história e me convidou para lançar o CD na Academia Norte-Riograndense de Letras”, contou. A entrada para o evento de lançamento custava R$ 5,00 e dava direito a um disco. Os participantes também tiveram a oportunidade de ver a exposição fotográfica do músico, revelando as paisagens da Irlanda.

Uma cidade carente de sensibilidade

Para compor Full of Flowers, que teve a participação voluntária de músicos irlandeses de excelente qualidade, só um homem de personalidade forte seria o responsável; e este item não falta ao músico potiguar.

Tendo dedicado apenas um ano ao curso de violão clássico na Escola de Música da UFRN e percorrido todas as etapas para gravação de um CD, Milton Pinto faz críticas à música e ao público potiguar. Ele afirma que as pessoas perderam a sensibilidade e já não sabem apreciar a música de qualidade. “O ‘x’ da questão é o nível da sensibilidade das pessoas e não o nível cultural. Esse mau gosto musical demonstra a carência afetiva da população. Em Natal a questão se agrava. Se agrava sobretudo pela omissão política aos demais”, disse. “Enfrentamos a maior crise artística vivida pela humanidade. Estamos há 15 anos em fuga, querendo encontrar uma arte pós-moderna e para isso fugimos da tradição”.

Fonte: www.tribunadonorte.com.br

 

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