Consulados e embaixadas param serviços e prejudica brasileiros no exterior

Funcionários locais do Itamaraty em postos nos EUA e na Europa, cerca de 70% da força de trabalho, pararam hoje, quarta (20). Os postos incluem consulados-gerais e embaixadas do Brasil.

A decisão, anunciada pela Associação dos Funcionários Locais do Ministério das Relações Exteriores no Mundo (Aflex), foi tomada após o começo da greve dos servidores do Itamaraty no Brasil nesta segunda-feira (18). Segundo a associação, os postos só devem retomar as atividades na quinta-feira (21).

Os funcionários chamados "locais" são os que foram contratados no exterior. Eles são em sua maioria brasileiros e representam entre 70% e 75% da força de trabalho no exterior, segundo a Aflex.
Nos Estados Unidos, segundo o Itamaraty, os locais param nos consulados-gerais do Brasil em Nova York, Los Angeles, Sao Francisco, Houston, Atlanta, Boston, Washington e Hartford, e também na Missão do Brasil na ONU em Nova York.

Na Europa, eles param nos consulados-gerais do Brasil em Londres (Inglaterra) e Paris (França), e também nas embaixadas do Brasil em Londres e em Dublin (Irlanda).
Os seguintes postos passam por operação-tartaruga: embaixadas do Brasil em Paris e em Amã (Jordânia) e consulados-gerais do Brasil em Sydney (Austrália), em Toronto (Canadá), em Miami e em Chicago.

Reivindicações
A Aflex reivindica plano de carreira e de aposentadoria, FGTS, benefícios completos do INSS, seguro desemprego, definição de índice para reajuste salarial e lei trabalhista definida para os funcionários locais.

Greve
Servidores do Itamaraty realizaram paralisação nesta segunda-feira e aprovaram greve, por tempo indeterminado, a partir desta terça-feira (19). Segundo o Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (Sinditamaraty), assembleia com 300 servidores decidiu pela paralisação por reajuste salarial.

De acordo com o Sinditamaraty, a categoria pede, entre outras coisas, equiparação salarial de assistentes e oficiais de chancelaria a carreiras correlatas.
A revisão salarial, segundo nota do sindicato, é para "recompor perdas dos últimos 25 anos, além da valorização das atividades exercidas pela categoria, com garantias efetivas e equivalentes às dadas para as demais carreiras consideradas típicas de Estado".

Fonte: Globo.com

Edição: Brasileire.com

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